domingo, 16 de setembro de 2018

CEBU

FILIPINAS - CEBU

AVIAO:        El Nido - Cebu: R$ 478,00
HOTEIS:     Sacha's Resort Oslob (http://www.saschasresort.com/R$ 79,00 (2 noites)
Ps: valores por pessoa

Dia 1

Assim que chegamos ao aeroporto de Cebu, vimos o cara da SafeRide Car (http://www.saferidecarrental.com/cebu/), onde alugamos o carro, nos aguardando no saguão com uma plaquinha mostrando o nome do Arthur.
Pegamos o carro com ele e seguimos até a empresa para preencher os papéis do aluguel.
Pagamos 1500 pesos (100 reais) por dia, além de 300 pesos (21 reais) para nos pegar e deixar o carro no aeroporto na volta.
Depois da vistoria feita, seguimos pela principal da cidade (praticamente única ao sul) com destino à Oslob.


Pense no trânsito ao redor da ilha de Cebu da seguinte maneira: uma rodovia de pista simples, não duplicada e sem acostamento, que cruza todas as cidades da ilha, com caminhõeses, motos, tuk-tuks, transporte escolar e muitos motoristas loucos querendo passar tudo isso ao mesmo tempo dos dois lados, além das casas 'a beira da rodovia, com pedestres atravessando, crianças brincando e famílias sentadas no meio-fio tomando um "mate". São 140 kms de distância entre Cebu e Oslob, mas que leva aproximadamente 4 horas para chegar, por conta desse trânsito maluco sem nenhuma iluminação e nenhuma placa de sinalização, bem tranquilo! Hahahaha
Pegamos o carro as 3:30 da tarde e fizemos parte do trajeto a noite, não faça isso! Não indico mesmo....porque além de continuar a loucura do dia, os tuk-tuks em sua grande maioria não tem farol e por isso você não consegue ver eles na sua frente.


Depois de 4 horas na estrada, chegamos no hotel Sascha’s Resort que fica em Oslob e um dos caras que trabalha ali (chamado Jay) nos falou que conhecia uma pessoa que poderia nos levar para fazer canyonismo em Kawasan falls.
Não deixamos agendado, falamos que íamos pensar e subimos para o quarto.
Quarto espaçoso, limpo e banheiro bom Tb. Mas a parte legal foi a parte de convivência com piscina, mesas, restaurante (barato e gostoso) e à beira do mar.




Logo descemos para jantar no hotel mesmo. Pedi um peixe com fritas por 150 pesos (10 reais) e o Arthur um porco com arroz pelo mesmo valor, ambos acompanhavam bebidas. A cerveja custava 50 pesos (3,30 reais).



Pedimos para fazer late checkout, mas disseram que o quarto estaria ocupado, daí perguntei quanto sairia uma nova pernoite, e daí falaram que para nova pernoite tinha lugar! hahahaha 
Eram 1100 pesos para mais uma pernoite, mas como íamos precisar de  3 horas a mais pedi um desconto e ofereceram por 600 pesos (42 reais), aceitamos para conseguir arrumar as malas com calma e relaxar um pouco mais antes da longa viagem de volta.

Dia 2

Acordamos as 5 da manhã e logo vimos que o dia seria lindo pelo nascer do sol.



Procuramos o Jay do hotel para fechar com ele, mas ele não estava (ele disse q estaria ali).
Perguntamos para uns tuk-tuks que ficam em frente ao hotel e nos passaram o telefone dele, mas não tínhamos como ligar.
Seguimos assim mesmo e depois de uma hora e meia chegamos em Kawasan Falls, mas não vimos nada indicando.
Quando paramos para olhar melhor o mapa, um cara de moto parou ao nosso lado e falou que o Jay (do hotel) tinha mandado ele nos encontrar! Era o Erwin Africano, o cara que ele tinha indicado! 
Seguimos a moto dele até a sua casa e lá ele nos entregou colete, capacete e sapatilha, além de uma água e um bolinho.
Nos equipamos, colocamos nossa mochila na sacola impermeável deles e subimos na moto com o guia Joberg (algo assim) para ir até o início da trilha das cachoeiras que era ali pertinho.
No início da trilha assinamos nosso nome no posto de controle e vimos que 15 pessoas já tinham entrado a nossa frente.
É bom esclarecer que essa descida (canionismo) só é possível com guia contratado. Não há como passar pelas trilhas sem credenciamento e fazer por conta própria.



Até chegar ao rio, caminhamos por 20 minutos.
Começando realmente o canionismo, seguindo rio abaixo e passando por diversas cachoeiras. Em vários momentos você tem que saltar das pedras até o próximo poção de água. O pulo mais alto foi de uma altura de 35 pés (um pouco mais de 10 metros).
Foi simplesmente maravilhoso. A água era de um azul turquesa, leitoso, brilhante, como nunca tinha visto antes em cachoeiras.


















O trajeto todo dura cerca de 4 horas, mas, claro, depende do ritmo de cada um.
O guia foi ótimo, paciente, bom fotógrafo e pegou bem nosso ritmo, com boas dicas pra mergulhos inusitados. Então, indico muito eles (telefone (091) 64180908 e (092) 27562451 - https://www.facebook.com/canyoneeringerwin.erwinafricano).


Voltamos para a casa dele, onde nosso carro estava estacionado e seguimos até Moalboal, em Panagsama Beach. Paramos para almoçar no restaurante Veranda que fica de frente para o mar.
Pedimos um Pancit Bihon (noodles com carne) e arroz frito com frutos do mar, por 180 pesos cada (12 reais).



Depois do almoço saímos caminhando para a esquerda da praia. Passamos por várias lojinhas e bares. Se quiser um pouco mais de agito, talvez ali por perto seja melhor para se hospedar.


No caminho de volta ao hotel, paramos em Tumalog Falls. Uma cachoeira enorme, azul, linda e com bem menos estrutura e turistas do que a Kawasan Falls.





Como chegamos lá perto das 5 da tarde, já estava um pouquinho frio para mergulhar.
À noite, saímos para jantar no centrinho de Oslob. Lá tem uma feirinha com várias comidinhas de rua. Tudo bem barato, mas fecha cedo, perto das 9 da noite.
Comemos uma pizza no primeiro lugar que encontramos, pois estávamos com muita fome.




Ali pertinho tem também um forte, com um espaço à beira mar bem gostoso para ver a lua e estrelas.





Em vários espaços públicos têm máquinas para encher garrafas d'água. Você paga somente 1 peso por cada 250 ml. Fica super em conta e evita-se poluir o meio ambiente com mais plástico! Muito bom!

Dia 3

Novamente acordamos as 5 da manhã e as 5:45 já estávamos em frente a entrada do local  para nadar com os tubarões-baleia que fica em Tanawan (parece com uma associação dos pescadores).
Não é preciso reservar. Alguns hotéis cobram para pedir prioridade da fila. 
É só chegar, estacionar lá dentro (se chegar cedo) e ir para a fila. 
CHEGUE CEDO! Tem um número limite de pessoas (barcos) por dia.
São 4 etapas: 1 inscrição, 2 pagamento (1000 pesos por pessoa = 67 reais), 3 numeração do grupo do barco e 4 entrar no barco e curtir!
Confesso que eu estava bem em dúvida se deveríamos aceitar e incentivar esse "comércio", mas li alguns prós e contras e me convenci a fazer.
Sim, eles jogam comida para chamar os tubarões para perto. Sim, tem muita gente ao redor. Sim, podem assustar os tubarões. 
Não, eles não são maltratados. Não, eles não são presos em momento algum. Não, nós não podemos tocar neles, nem chegar muito perto.
Mas sim, eles podem ir embora (e vão) a hora que quiserem.
Algo que li me fez tomar minha decisão. Considerando que os Filipinos matavam esses animais para venda de carne e agora os “usam” para o turismo decidi encarar
Tinha muita gente lá já na chegada e ninguém explicava direito o que a gente tinha que fazer ou para onde deveríamos ir (lembre-se dos passos 1, 2, 3 e 4).





Quando percebemos, tinha um monte de gente pegando os coletes, fomos atrás e pegamos um também então de repente alguém falou (baixinho): “group 11!”. Era a nossa vez! 
Só quando vimos o tamanho do barco, entendemos que não tinha espaço para a mochila nem mais nada além da gente, mas ninguém aviso. Então o Arthur correu até o carro para deixar a mochila lá.
Entramos no pequeno barco, com mais umas 10 pessoas, e, em seguida, ele partiu por uns 40 metros mar a dentro.


Quando chegamos nesse ponto, o cara do barco avisou que podíamos tirar o colete e entrar na água.
Acho que fui a primeira a me jogar, não pensei duas vezes. 
Comecei a nadar um pouco pra frente do barco e o cara já começou a berrar horrores comigo. Eu sem entender nada. Quando olho pra trás, um peixe gigante com a boca aberta logo atrás de mim! Levei um susto!
O tubarão baleia é lindo, enorme, majestoso e chega bem pertinho da gente. 
Como tem muita gente querendo tirar as melhores fotos (e acabam invadindo o espaço dos tubarões), com muitos berros dos caras dizendo pra não se afastar dos barcos, senti que o clima de natureza se perdeu e até fiquei enjoada com toda aquela movimentação.





Legal para conhecer e ver o gigante tubarão baleia bem a sua frente, mas não faria novamente.
A principal crítica não é relacionada à maus tratos, porém, além da aglomeração, a exploração tem desviado o curso natural desses animais e os atraído para esse evento turístico.
Se você decidir ir, vá cedo (esteja lá as 5:30 da manhã), porque perto das 9 da manhã tubarões já se alimentaram e vão embora.
Como chegamos cedinho (e só permitem ficar dentro d’água por meia hora), às sete da manhã já tínhamos terminado esse passeio.
Na saída de onde é feito o mergulho com os tubarões, algumas pessoas ficam oferecendo também o passeio até a ilha Sumilon.
Falamos com um desses vendedores e ele nos levou até um estacionamento de onde partia o barco.
Pagamos 20 pesos (R$ 1,33) no estacionamento, 5 pesos (0,35 centavos) cada um para usar o terreno onde o barco estava atracado. 1500 pesos (100 reais) pelo trajeto ida e volta de barco para os dois. Pelo que entendi, se fossem 3 pessoas seriam os mesmos 1500 pesos. 
Total 1530 pesos ou 102 reais para os dois.
Esse passeio leva 10 minutos para chegar à parte pública da ilha, onde tem somente uma pequena faixa de areia e poucos lugares para snorkeling. Como tínhamos pouco tempo para aproveitar, ficou perfeito, porque era pertinho.









Se for para passar o dia inteiro, na ilha, talvez seja melhor contratar o tour para ir ao resort Blue Water, que cobra 1500 pesos (100 reais) por pessoa com almoço incluso, além de várias outras atividades disponíveis na ilha.
No espaço público (transporte regular), não tem nada na ilha, então leve comida e bebidas se for ficar mais tempo.
Ficamos até perto das 10 da manhã, quando vimos nosso barco chegando no deck, fomos embora com ele. Os barcos fazem o trajeto de ida e volta o tempo todo, então eles chegavam no deck a cada meia hora, aproximadamente.
De volta ao hotel, arrumamos nossa mala, descansamos um pouco e as 3 da tarde pegamos a estrada rumo ao trânsito insano de Cebu City.

Vista do hotel de dentro da água

Como chegamos relativamente cedo a Cebu City, fomos dar uma passada no shopping Ayala.
Muitas coisas baratas para comprar e o câmbio faz as compras valerem a pena.


Ficamos pouco tempo lá, porque tínhamos decidido jantar em um restaurante flutuante chamado Lantaw Floating Restaurant que fica a uns 40 minutos do shopping.
O restaurante é lindo e fica em um deck sobre a água. Dá para sentir balançar com o movimento do mar.
Pedimos atum selado, vieiras, sopa de enguia (coisas do Arthur), jarra de suco, cervejas e, de sobremesa, banana roll com sorvete, tudo isso por 1065 pesos ou 71 reais. Excelente escolha para um jantar de despedida!









De volta ao aeroporto, devolvemos o carro. 
Lembramos que é necessário pagar 750 pesos (50 reais) de taxa para embarcar no aeroporto. Ainda bem que guardamos dinheiro, lá só aceitam pesos ou dólares.
Tinha uma garota russa que ficou sem dinheiro para pagar a taxa e ajudamos ela. 
O duty free de Cebu tem algumas coisas com preços interessantes também, vale dar aquela conferida.

E que venha a próxima viagem! Para onde?