terça-feira, 5 de setembro de 2017

KRUGER

HOTEIS: Kruger (Skukuza)                                         R$ 130,00 (1 noite)
               Marloth Park (Manzini Swazi King Chalets) R$ 126,97 (2 noites)
CARRO: Continuação de Johannesburg
               Obs: Peça pelo quarto casa na árvore e os valores são por pessoa

Saímos de Jo'Burg as 9 da manhã e fomos direto para o Kruger Park (Reserva Natural para ver animais) pela entrada do Skukuza até o "Camping", eles chamam de camping o lugar onde tem as cabanas, os restaurantes e os mercados.
Chegamos as 15 horas, fizemos check-in, pegamos as nossas autorizações para os game drives que tínhamos comprado pela internet e pagamos a taxa de permanência do parque de 304 rands por pessoa (75 reais). 
As reservas dos game drives (vou explicar mais pra frente) e da cabana foi feita no site http://krugerpark.com.
Fomos até a cabana deixar as coisas e no mercado comprar comida para jantar depois dos games drives. Os preços dos mercados dentro do parque não diferem muito dos de fora do parque, algumas coisas são até mais baratas, mas os souvenirs são caríssimos. 
As cabanas possuem mini cozinhas bem equipadas e até uma churrasqueira em frente, igual as cabanas do hotel que ficamos na Namíbia. 
Os game drives são passeios de 2 a 3 horas em carro aberto nas laterais com um guia que vai mostrando os animais e normalmente eles sabem exatamente onde estão os animais, principalmente nos game drives do sunset e night, porque durante o dia já conseguiram as informações.
O self drive é quando você usa seu próprio carro e faz o passeio por conta própria.
Aliás, para conseguir acompanhar melhor os animais por conta própria, sugiro comprar um SIM CARD (chip de telefone) e baixar o aplicativo "Latest Sightings", nesse app as pessoas vão marcando os pontos que os animais foram avistados. 
Saímos para o sunset drive que parte as 16:30, o carro era alto e aberto, ótimo para ver os animais de cima e de pertinho. 
Vimos vários pássaros, rinocerontes (de longe), umas 4 cheetas, uma delas até nos acompanhou do ladinho encostada no carro, hienas que comeram o farol do carro, leão que estava deitado numa estrada de terra sem se incomodar com os inúmeros flashs das máquinas fotográficas e nem com todo mundo olhando para ele, criatura admirável. 

Cheeta

Seguindo seu rumo...

Hienas inquietas!

Gosto muito de te ver, Leãozinho....

Cores deslumbrantes do céu

Retornamos as 19:30 e corremos para a cabana para botar roupas mais quentes porque estava ficando friozinho com o vento no carro aberto.

Ônibus aberto do game drive
As 20 horas, corremos para o night drive e logo na saída do parque avistamos elefantes, depois duas leoas grávidas que estavam caminhando no meio da estrada indo caçar. Acompanhamos elas um tempo, vimos elas cheirando algo no meio da estrada e abrindo a boca tentando descobrir onde estava a presa. Lindas! 
Vimos também hienas, gatos selvagens, coelhos, camaleão. 

Leoas

Cheirando os rastros
A volta acabou atrasando porque um dos caras que estava com a lanterna para enxergar os animais ficava dando alarme falso, chegamos as 22:30, jantamos e capotamos. 

As 4:00 acordamos novamente para o sunrise drive que começou as 4:30 da madrugada. Nesse game drive foi quando vimos menos animais.
Um eland novinho, rinoceronte mais de perto, elefantes, girafas, gnus, etc... ah e as impalas foram vistas o tempo todo.

Girafas

Segue toda vida reto!

Família de Rinocerontes

Fofos!
Na volta ficamos dormindo até a hora do checkout, as 10 da manhã, e seguimos por dentro do parque até o Crocodile Bridge Gate, a caminho do nosso novo hotel.
Vimos diversos animais, elefantes, zebras, rinocerontes, o tempo inteiro.

Crocodile Bridge

Crocodile River 

Famílias de elefantes com diversos filhotes

Zebrinha mamando sossegada no meio da estrada.

Aves diferentes....

Saindo do parque eles fiscalizam o carro para saber se não esta sendo levado nenhum animal ou armas, pegamos a rodovia N4 até o Marloth Park onde ficaríamos mais duas noites. Fica a uns 20 minutos do portão Crocodile, o lugar é um parque também fechado por portões e com os animais selvagens soltos lá dentro.
Logo avistamos várias girafas no meio da rua e paramos para esperará-las atravessar, lindas!! Ficam nos olhando com uma carinha de curiosas. 

Girafas no meio da "cidade"

Macaquinhos também
Fomos até o hotel e o dono Nick nos levou até onde realmente ficaríamos, que se chama Casa na Árvore. Uma casa que fica no meio do mato, literalmente, e suspensa sobre pilares. Perguntamos para o Nick onde tinha um mercado por perto e ele falou que era só seguir na rua mais pra frente, maaas fechava as 18, e já era 18:40, então ele falou que tinha um restaurante também mais a frente mas que fechava as 19:30, nem tiramos as coisas do carro e corremos para lá, porque se não ficaríamos sem ter o que comer ou beber.
O único restaurante aberto era no Bushcenter o chopp de 500ml era 24 rands (8 reais), filé de lula com arroz e salada 95 rands (24 reais) e bufallo wings com molho barbecue e fritas 82 rands (20 reais).
Tinha uma mesa de sinuca especial nos esperando, mas estávamos mortos e precisávamos dormir, até porque no dia seguinte decidimos madrugar para aproveitar.
Acordamos novamente as 4:30 e fomos para o Kruger para tentar estar lá assim que abrissem os portões as 5:30 (depende da época do ano), mas acabamos nos perdendo um pouco e chegamos lá as 5:50. 
Ficamos andando pelas estradas sem sucesso para ver os Cats, mas vimos zebras cruzando na nossa frente, além dos elefantes bem de pertinho quando entramos  para ver um laguinho e do nosso lado tinham dois elefantes brincando.
Nos aproximamos bemmm devagar com o carro entre os arbustos e ficamos admirando a brincadeira deles. Nisso outros dois carros chegaram e ficaram mais atrás olhando, mas todos nós na adrenalina e morrendo de medo de eles se assustarem e nos atacarem. 

Café da manhã

Elefantes brincando

Belezas escondidas do Kruger
Saímos do parque perto do horário do almoço para ir ao mercado e aproveitar para tomar banho de tarde, porque na Casa não tinha água quente. 
No mercado compramos macarrão, molhos, frango empanado e cervejas (lion litro por 10 rands ou 2,50 reais) para comer e beber a noite, ali do lado do mercado tinha um restaurante chamado Tin Shack, onde finalmente conseguimos usar a internet, mas bem mal, almoçamos peixe empanado com arroz e salada por 60 rands (15 reais). 
Chegando na casa da árvore levamos um susto, tinham vaaaarios macacos ao redor da casa, na escada, na árvore do deck, na piscina, foi muito legal, mas logo se assustaram com a gente e foram embora.

Macacos invadindo a casa na árvore, na escada, na piscina, em todo canto...


Voltamos para o Kruger por volta das 2 da tarde e em uma de suas curvas encontramos um lindo rinoceronte branco e seu pequeno filhote, eles ficaram um tempão na nossa frente, no meio da rua, sem se preocupar com a nossa presença. Esse valeu! 

Dando uma coçadinha...

e fazendo pose pra foto!
Rinos!


O que que ta pegando?

Oi? Esse não imaginava que ia encontrar...

Gnus

Águia
Nos despedimos do Kruger as 17:30 e fomos ver o pôr do sol tomando uma cervejinha na casa da árvore. 
Que lugar perfeito, durante o dia animais rodeando, com um pôr do sol magnífico e inúmeras estrelas sob nossas cabeças durante a noite. 
Ficamos tomando uma cervejinha vendo o pôr do sol, até escurecer completamente, então fizemos a macarronada com um molho branco e cogumelos e outro molho de tomate. Ficou uma delícia. Depois de jantar e acabar a cerveja, ficamos os três deitados no deck vendo as estrelas e suas sombras, acompanhando as estrelas cadentes! 

Vista do Deck

Tem vista melhor?
Janela do quarto

Difícil era ir embora!

Tchau!
Fomos dormir cedo porque novamente íamos acordar as 4:30 e no dia seguinte voltaríamos para Jo`Burg passando rapidamente pela cidade de Pretória, para pegar o avião para Cape Town.
Em Pretória conseguimos ir no Union Buildings onde é a sede do gabinete e residência oficial do presidente da África do Sul fica, com uma enorme estátua do Mandela, muito legal. 

Union Buildings 
Jardim do Union Buildings



Mandela!
Tentamos ir no Monumento Voortrekker mas tinha que pagar 70 rands para entrar e como não tínhamos muito tempo, decidimos não gastar. Devolvemos o carro sem problemas com a Hertz.

Dicas: compre um sim card e tenha sua internet
Use o aplicativo Latest Sightings do parque
Nos campings tem placas de avisos dos últimos avistamentos de animais



domingo, 3 de setembro de 2017

DICAS

Acho que uma das melhores dicas que posso dar é: Sempre tenha em mente o período aproximado das próximas férias. Assim quando surgir a oportunidade de comprar uma passagem em promoção, não terá problemas em aproveitar!

Baixe os aplicativos que alertam para promoções de passagens, como:
www.melhoresdestinos.com.br
www.passagensimperdiveis.com.br

Para pesquisar passagens, em promoção ou não, utilizo o site www.skyscanner.com.br, me parece que é o mais abrangente em termos de companhias aéreas, além de hotéis e carros.

Acumule milhas em programas de cartões de crédito, até o pãozinho na padaria vai para o cartão aqui em casa. Algumas datas tem promoção para transferência dos pontos, como também na semana do seu aniversário.

Quem tem cartão de crédito da Master Black pode utilizar a sala VIP que fica no portão de embarque internacional do aeroporto de Guarulhos, lá tem comidas salgadas, saladas, pães, doces, agua, sucos, refris, cervejas, vinhos, etc. Muito bom!

Para hotéis, utilizo o mesmo site skyscanner, e quando encontro o que gosto, tento verificar se ele esta disponível no site www.hoteis.com, porque além de cobrir os preços dos outros sites, ele dá uma diária a cada 10 reservadas com eles pelo valor médio das diárias.

Mas também sempre pesquiso bastante em diversos sites como o www.trivago.com.br, www.hostelword.com, www.booking.com.br e www.airbnb.com.br, para quando fico mais de 3 dias em uma cidade, assim tenho uma cozinha equipada a minha disposição. Aliás, já utilizei o airbnb para alugar um apartamento meu também e fiquei muito satisfeita com a segurança e facilidade.

Para alugar carros, sempre pesquisamos em diversos sites, mas nossa grande preferência é pela empresa www.sixt.com.br, empresa honesta, com carros bons e principalmente, não ficam empurrando milhares de seguros desnecessários! Indico tranquilamente!

Quando planejamos uma viagem, montamos um calendário com todas as informações necessários, onde ir, onde ficar, como ir, quantos dias e noites em cada local, como a foto abaixo.
Isso além de organizar a viagem, ajuda a manter o olho nos custos de cada dia.

Calendário de Viagem
Uma dica que eu acho valiosa: se o seu voo atrasar, cancelar, voltar ou até perder o voo por qualquer razão, anote todos os horários, conversas, notas fiscais, TUDO DE RELEVANTE e fale comigo, tenho um ótimo advogado para te indicar! As empresas aéreas cobram valores muito altos para nos fazer passar por momentos tão incertos e vulneráveis.

JOHANNESBURG

AVIAO:          R$ 792,17 South African (Kasane p/ Johannesburg)
HOTEIS:        Johannesburg (Sleeping Gecko)   R$ 139,13 (2 noites)
CARRO:        R$ 161,88 ( 5 dias entre Johannesburg e Kruger)
Ps: valores por pessoa

Chegamos em Johanesburgo e no aeroporto trocamos todos os nossos dólares por Rands para não ter mais que se preocupar com isso.
No aeroporto mesmo pegamos o carro na Hertz (www.skyscanner.com.br), o atendente tentou colocar nas entrelinhas alguns seguros a mais, mas quando pedimos para tirar ele não se opôs, foi tranquilo, lembrando que alguns cartões de crédito já disponibilizam seguros.
Dirigimos para o bairro Melville onde ficava o nosso hotel Sleeping Gecko (http://www.sleepygecko.co.za), cerca de meia hora do aeroporto e chegando lá o proprietário demorou para abrir a porta e quando abriu disse que estava dormindo, mas a cara dele estava mesmo é de chapado hahaha. 
O quarto do hotel era maravilhoso e espaçoso, com três camas de solteiro, um banheiro grande e uma decoração impecável, com internet melhor que da minha casa, finalmente uma internet boa.
Descansamos um pouco e nos arrumamos para sair para almoçar/jantar.
O hotel fica localizado numa região boêmia em uma rua de vários bares e restaurantes, logo na esquina vimos um restaurante árabe que parecia ter bons preços, pedimos pizza grande vegetariana para mim e para a Rê por 70 rands (18 reais), shawarma de carne para o Arthur por 60 rands (15 reais)  e suco de limão 20 rands (5 reais).  
Logo em frente paramos num barzinho chamado buzz9 para uma cerveja e foi somente 1 mesmo porque o Arthur estava com muita dor de cabeça e achamos melhor descansar, cerveja 500 ml por 33 rands (8 reais). 

Acordamos para tomar café da manhã as 8 mas vimos que ninguém tinha acordado ainda, chamamos por alguém ao redor e um cara apareceu dizendo que tinha acabado os ovos e os pães e o dono Greg tinha saído para comprar mais, mas como não podíamos esperar, comemos sucrilhos com leite e tomates com cogumelos que estava muito bom. 
Saímos para conhecer o Sterkfontein Caves no Cradle of Humankind, colocamos no GPS do celular mas ele nos mandou para o meio do nada, depois descobrimos que isso aconteceu porque a região inteira se chama Cradle of Humankind, por causa da sua importância arqueológica, conhecida também como berço da humanidade.
Compramos o ticket chamado combo que dá direito a entrada nas cavernas e no museu sobre a evolução da vida na terra por 190 rands (46 reais). 
O Sterk eh um passeio dentro das cavernas aonde foram descobertos alguns dos primeiros fósseis humanos, e mostra também escavações recentes do lugar e o museu mostra a evolução da vida desde a Pangeia até os dias atuais, ambos muito legais. 

Sterkfountein Caves

Alguns lugares são apertados para passar

Alguns lugares são surpreendentes

Museu
Evolução 




Na volta fomos para o Museu do Apartheid, que custa 80 rands (20 reais) a entrada. Entramos primeiro na parte da exposição itinerária sobre a vida do Mandela, é incrível toda a história. No fim da exposição eu e a Rê nos perdemos do Arthur e achamos q ele já tinha saído e fomos até o carro para tentar encontrar ele e acabamos não vendo a exposição toda... mas a parte que vimos já valeu a pena.


Entrada do Museu do Apartheid

We are one species
Fomos ao mercado e nos abastecemos para a viagem de 6 horas do dia seguinte até o kruger, além de ir novamente ao restaurante comprar comida árabe porque para levar era dois pelo preço de 1, mais barato!
No caminho vimos o estádio de futebol da Copa do Mundo Soccer City.

Soccer City

domingo, 27 de agosto de 2017

ZIMBABWE E BOTSWANA


Continuação da viagem à África,  eu considero essa segunda parte da viagem a mais linda, a mais selvagem, a mais África. 

AVIAO:          R$ 640,00 Air Namibia (Windhoek p/ Vic Falls)
HOTEIS:        Victoria Falls (N1 Hotel) R$ 180,00 (2 noites)
                        Kasane (Sekama Guest House)  R$ 62,00 (1 noite)
Ps: valores por pessoa

Chegamos no aeroporto de Victoria Falls e para entrar no Zimbabwe cobravam 30 dólares para o visto (single entry) do país.
Para ir até o hotel não tem ônibus, tem algumas vans (15 dólares por pessoa), mas quando fomos não tinha nenhuma disponível, eles forçam bastante a usar os táxis e eles cobram 30 dólares pela corrida.. negociamos e fechamos em 25, ou seja como estávamos em 3, valia mais a pena o táxi do que as vans.
Fomos direto ao hotel N1, largamos as malas e saímos para ir ao mercado, mas decidi voltar e ficar no hotel porque estava passando mal do estômago, então a Rê e o Arthur foram as compras e depois ficamos na piscina do hotel para descansar porque eu estava bem mal. 


Chegada com dança típica no aeroporto

Piscina do Hotel N1


Acordamos arrumamos nossas malas e deixamos na portaria enquanto íamos conhecer Victoria Falls.
Fomos caminhando até lá, cerca de 20 min do hotel e no caminho muitas pessoas nos cercando para vender coisas, chega a ser chata a pressão.
Para entrar no parque cobram 30 dólares por pessoa.  
Caminhamos pelo parque inteiro, as cachoeiras são magníficas e o caminho é bem tranquilo e como estávamos na época das chuvas, a água era tanta que o spray d'água parecia chuva! Nos molhou inteiros e eu estava me arrastando ainda mal do dia anterior, mas estava muito bom!
O Arthur ficou literalmente encharcado porque foi em um caminho até a beira das pedras onde o jato era uma ducha praticamente.  
Entrada do parque Victoria Falls
Victoria Falls
Spray D`água
 
O famoso macaco das partes azuis
 Na saída o Arthur decidiu ir até a ponte que faz a fronteira Zimbabwe/Zambia (lá houve um acidente de bungee jump em que uma australiana de 20 anos caiu na água depois de a corda arrebentar em 2008, ela sobreviveu e eles ainda fazem saltos).
Quando o Arthur voltou continuamos até o The Lookout Cafe, a 500 m da entrada do parque, vale a pena ir até la para conhecer, tem uma vista maravilhosa do Rio Zambezi depois das quedas. Tomamos um suco por 3 dólares e cerveja por 2 dólares, as comidas giravam em torno de 10 a 15 dólares.

Visto do The LookOut Café
Conseguimos negociar (muito!) com um táxi para nos levar ate a fronteira da Botswana por 40 dólares, e ele disse q não podia baixar mais porque tinha q pagar a polícia e realmente no caminho um policial nos parou e ele teve que pagar 10 dólares para ele. Na estrada avistamos vários elefantes e macacos, além dos porcos do mato.
Chegando na fronteira, fizemos a imigração para Botswana e ali sem custos. Como tínhamos combinado com o cara do hotel (bonni) para nos pegar, ficamos esperando, vários táxis passam por ali e deve ser fácil pegar um até a cidade, mas o bonni não apareceu.
Fui até a fronteira e eles ligaram para ele por mim, depois de 10 minutos, ele estava lá. Fomos para o Sekama Guest House contratado pelo AIRBNB, uma casa linda, com quartos no fundo para alugar, os quartos são simples, bemmmm simples mas o atendimento eh nota 1000.
Para o transfer da fronteira até o hotel cobraram 2 dólares por pessoa, a janta com comida típica com carne e papas (tipo uma polenta branca) e um molho de feijão custou 2 dólares por pessoa, cerveja 1 dólar, água de 5 litros 2 dólares.
Algo que não achei legal foi que a tabi (gerente) me chamou e falou que tinham cobrado errado o valor do quarto, e falou que a terceira pessoa seria mais 20 dólares... não tinha como questionar e tivemos que pagar.
 Nessa noite o Spokes (que contratamos para o safári) apareceu para conferir se estávamos bem e se tínhamos chegado bem no hotel, uma simpatia só!! 
Jantamos cedo e fomos dormir, tentar recuperar as forças, para ver se o estômago fica bom de uma vez. 
No meio da noite o Arthur acordou e achou que tinha uma mariposa em cima da cabeça dele por cima do mosquiteiro, quando olhou melhor viu que era um RATO! Sim, um rato! Ele jogou o rato longe e levantou para tentar jogar ele para fora, era bem pequeno e eu e a re nos apavoramos maaas, estamos na África. Acho que já devíamos esperar, né? 

Elefantes na estrada

A janta estava ótima, quase não sobrou para a foto.

Vários Macaquinhos na fronteira.

Porcos Selvagens também

Dumela= oi
Kealeboga=obrigado

No dia seguinte pagamos as contas do hotel falamos do rato e ela só falou que era "normal" e que eles (os ratos) aproveitarem uma porta aberta pra entrar, principalmente em épocas de chuva, ok?! Ou seja, África!  hahaha
O Spokes nos pegou as 8:30 para começar o safári, nos levou antes para comprar um remédio para a barriga da re e a atendeu super bem, até pagou o remédio para ele porque ela não tinha notas de pula (moeda da Botswana), cada 10 pulas é 1 dólar.
Fomos ao passeio de barco, a saída ficava no hotel Chobe Safari Lodge, lindo, acabamos pegando um barco somente para nos três, um barco menor e mais rápido.
Muito bom pela privacidade e disponibilidade de ficar quanto tempo quiséssemos vendo um animal, vimos outros barcos cheios de pessoas, e não me pareceu tão interessante. 
Nosso guia no barco foi o Steve, gente finíssima falando calmo e explicando bem as coisas e ele enxergava de longe os animais, muito bom. 
No início vimos logo crocodilos e impalas, ele parou para fazer o registro do barco para entrar no parque e seguimos vendo hipopótamos, elefantes e búfalos de monte, fomos muuuuito longe, vendo diferentes pássaros e águias africanas. Foi lindo demais!
E quando estava bem no fim do passeio, na volta já, vimos um aglomerado de barcos em um ponto e fomos ver o que era, tinha duas cheetas loooooooonge na mata, embaixo de um arbusto, com o binóculo dava para ver muito mal. Foi um passeio de 3 horas imperdível. 

No barco com hipos ao fundo
Impalas

Fish Eagle


Hipopótamos
Na volta o Spokes já nos aguardava para levar para almoçar, no carro já tinha um freezer e também cobertinhas para o frio.
Seguimos para um restaurante super charmoso, perto do rio chamado The Old House, o almoço estava incluso no pacote do Spokes, mas, uma salada com sashimi de salmão custava 80 pulas (8 dólares), um cesta de frutos do mar 95 pulas (9,5 dólares), o peixe com batatas grelhadas 90 pulas (9 dólares). Ali já vimos que o Spokes é um homem com muitas histórias para contar.
Depois do almoço ele nos levou a um mercado local para comprar um vinho e o Arthur comprou um Tallhorse por 50 pulas (5 dólares). 
Almoço com Spokes
Seguimos para o parque Chobe, antes de entrar paramos para registrar a entrada do carro no parque e pronto, já estávamos ali, rodeados de babuínos, elefantes, hipopótamos, impalas, búfalos, girafas, zebras e paisagens maravilhosas e indescritíveis.
O Spokes tentou muito achar os "cats", mas sem sucesso. 
Os elefantes descendo o rio, rosnando, protegendo os filhotes, tomando água, se jogando areia para proteção dos insetos e as girafas abrindo as pernas da frente para conseguir tomar água e correndo desengonçadas foram um show a parte, além do magnífico pôr do sol. Indescritível mesmo. 

Elefantes fazem poses...

Muitas poses...
Adoram!

Baobá

Girafas
Tentando comer
Macacos misturados com os impalas

Pôr do Sol na África é assim....

Sem igual!



Assim que o sol se pôs fomos para o camping, o Spokes queria que a gente visse o acampamento antes de escurecer para conseguir saber onde estavam as coisas. 
Fui achando que seria um camping tranquilo, com mais pessoas e talvez até algumas tomadas, mas chegando lá vi que não seria bem assim. 
O Spokes nos apresentou ao cozinheiro Six e ao ajudante Sinea, os dois com um sorriso contagiante no rosto, muito legal.
Mas quando perguntei onde estavam as cercas ao redor do camping e ele me perguntou de volta: "que cercas?" percebi finalmente qual tipo de camping seria.
Um camping no meio do nada, sem cercas, poucas lanternas, uma pequena fogueira e somente nós 6 com todos aqueles animais a vontade para chegar bem pertinho a hora que bem entendessem.
Nesse momento eu e a re nos apavoramos, sem saber ao certo o que esperar, só tínhamos a certeza que seria uma experiência inesquecível.
Spokes nos pediu para levar as malas para as barracas e depois nos encontrar ao redor da fogueira para ele explicar alguns itens de segurança.
A barraca era grande e espaçosa, o banheiro era um buraco no chão, com uma poltroninha para sentar e uma pá para jogar areia cada vez que usasse o banheiro, o chuveiro era um tonel de água com buraquinhos pendurado e bem no meio do camping tinha uma tenda com uma mesa embaixo para o jantar e café da manhã. 
Voltamos para a fogueira para esperar o jantar e ouvir o Spokes, ele contou algumas histórias dos anos de safáris e que a segurança é que os animais não se aproximam por ouvir o barulho das conversas, mas caso algum se aproximasse ele apontou uma árvore com a lanterna que era onde deveríamos subir. 
Nessa hora já estava começando a escurecer  e mal conseguíamos enxergar na penumbra da noite.
O Six nos disse para sentar à mesa para o jantar e apresentou os pratos que seriam apreciados com a garrafa de vinho que compramos (uma delicia). 
De entrada uma panqueca de carne muito boa e só com ela já estava satisfeita, as lanternas mal iluminavam a comida e por isso jantamos quase no breu total, ouvindo as historias de vida do Spokes, que contou como tinha começado o negócio e que antes ele era mecânico de carro.
Prato principal, frango frito, abóbora refogada, espinafre ao molho branco, arroz, salada, e um molho vermelho, muita coisa, e tudo muito bom! Servidos muito bem e tratamento vip. Spokes contou também que ele faz passeios de 10 dias no meio do deserto para deficientes físicos, até para quem não sente calor e frio e tendo que confiar muito nele.
Acho que contou essas histórias tentando nos acalmar mas só o que me acalmou foi o vinho mesmo. 
Sobremesa, creme de limão. Foi um sentimento super contraditório um camping sem infraestrutura nenhuma, no meio do mato, mas com tratamento vip e tudo de primeira. 
Após o jantar voltamos para a fogueira e ficamos vendo as incontáveis estrelas, Spokes nos mostrou como é o som da hiena e do leão para reconhecer, aí pronto, já conseguia saber que eles estavam ali ao redor, além do hipopótamo que ficava mostrando sua enorme e alta presença. 
Usamos o "banheiro" cheio de formiga no chão e fomos para a barraca tentar dormir.
Botamos as camas bem no centro da barraca e não fechamos as janelas, assim conseguíamos ver tudo o que acontecia lá fora, só protegidos pela tela do mosquito. Dava para ver bem as árvores ao redor, só iluminadas pela luz da lua. 
De repente escutamos um barulho muito alto da hiena, seguido pelo barulho do hipopótamo e um "CARALHOOOOO" vindo da barraca da renata (que estava dormindo sozinha), rimos horrores e dormimos muito bem!
Experiência inesquecível e sem igual.

Camping iluminado somente pela fogueira

Café da manhã
Barracas

Chuveiro
Banheiro

Carro de Safári do Spokes
Acordamos as 5:30 com o "good morning" animado do Sinea e um pote de água quente para lavar o rosto e o xixi foi na moitinha fora do banheiro para evitar as formigas.
Fomos para o café e tinha outro banquete, pães, presunto, queijo, sucrilhos e um mingau de trigo. 
O Spokes teve que sair para ajudar um cara que o carro estragou e logo que ele voltou colocamos as malas no carro, nos despedimos do Six e do Sinea e fomos para mais um game drive. 
Spokes procurou muito os leões novamente, mas sem sucesso, ele parava o carro, fechava os olhos e tentava escutar os sons. 
Avistamos um aglomerado de carros, onde ficamos sabendo que os leões estavam embaixo de uma árvore, mas era impossível enxergar. Ficamos ali bastante tempo mas sem o menor sinal deles, seguimos rumo a saída do parque, encontrando vários animais novamente, mas nada como no dia anterior e nem hienas ou leões. 
Após a saída do parque o Spokes perguntou se a gente queria ir em algum lugar antes de ir ao aeroporto, ele é muito atencioso mesmo, falamos para ir direto e ali mesmo já pagamos para ele o passeio, 265 dólares que valeram cada centavo. 
O nome da empresa dele eh Classified Safaris  (email: classifiedsafaris@btcmail.co.bw), e indico demais! Antes de darmos tchau ele ainda anotou várias palavras na língua dele  pra gente e em troca anotamos em português. 
Uma pessoa de coração enorme, gentil e educado, assim defino o Spokes, e foi um prazer imenso conhecer ele.  Ficamos no aeroporto que estava em reforma e mais parecia uma rodoviária, terrível! 
Amei Botswana, espero poder voltar um dia e fazer o safári de 10 dias com o Spokes. 

Búfalos

Zebras

Estradas da África
Despedida do Spokes

Palavras em Setswana

GOSIAME! (GOODBYE)